Carmem Miranda e Assis Valente atravessando os calendários…

E o mundo não se acabou…

Samba-choro de Assis Valente – Acompanhamento do Conjunto Regional
Gravado em 9 de março de 1938

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fêz batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
…e o tal do mundo não se acabou!
Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
gastei com êle mais de quinhentão
Agora eu soube que o gajo anda
dizendo coisa que não se passou
Ih! vai ter barulho e vai ter confusão
… porque o mundo não se acabou!

Quem é quem

Nessa semana o blog da Abebooks publica texto sobre a editora A&C Black.
A editora foi fundada em 1807 por Adam e Charles Black, e ficou conhecida por publicar o primeiro livro de P.G. Wodehouse. Eles também publicaram o catálogo “Who’s Who” (em tradução livre, “quem é quem”), um livro de referências para a elite britânica, que ostentava matérias sobre pessoas proeminentes. Segundo o editor da edição de 1897, “[…] a proeminência de alguém é herdada, ou provém da ocupação da pessoa, ou suas habilidades a fazem se destacar dentre os demais”. Ou seja, aristocratas, políticos, artistas, acadêmicos e cientistas.

Como afirma o texto, esse tipo de publicação só poderia ser feita por ingleses. Não sabemos dizer se é exclusividade inglesa, mas que é típica, lá isso é.

15792T

Um destaque da A&C Black são suas capas. Elas tem uma influência da ascensão da Art Nouveau no começo do século XIX, e também revelam uma influência da moda da monarquia eduardiana.

15788T

!B)O!-MgCWk~$(KGrHqEOKi8Ev-20F36UBMMizG6YG!~~_35

37335

PsmithJournalist

Veja mais no blog da Abebooks.

Pacaembu

Thomaz Farkas nasceu em 17 de outubro de 1924 em Budapeste, na Hungria. Aos 6 anos de idade veio para o Brasil acompanhado de sua família. Seu pai, Desidério Farkas, foi sócio-fundador da Fotoptica, empresa que mais tarde seria dirigida por Thomaz. Thomaz Farkas é famoso por suas fotografias da construção e inauguração de Brasília.

mostra-em-sp-futebol-de-antigamente-dentista-sc-odontoquality-8

O livro “Pacaembu”, editado pela DBA, no entanto, revela a obra de Thomaz por outro ponto de vista. O livro conta com dezenas de fotos tiradas por Thomaz Farkas, entre as quais em várias se destacam não o estádio em si, mas os arredores do estádio do Pacaembu.
O livro também conta com uma introdução de Juca Kfouri, que, de acordo com Farkas, acompanhou seu trabalho de perto.

revista_football_70_anos_de_pacaembu_thomaz_farkas_p1_6

foto-02

Torcedores-no-estádio-do-Pacaembu-São-Paulo-1942-Thomaz-Farkas-Acervo-Instituto-Moreira-Salles

Pacaembu-500x500

COMPRE O LIVRO “PACAEMBU” CLICANDO AQUI

Conheça o trabalho com livros de Mike Stilkey

mike stilkey-books

De acordo com o artista americano Mike Stilkey, ele sempre se interessou não só por desenhar e pintar em papel velho e páginas de livro, mas também no próprio livro. Seu trabalho já foi exposto em todo os EUA, e também internacionalmente.

00214

00119-934x1122

IMG_6684_2m

Conheça mais do trabalho de Mike Stilkey aqui:

http://www.mikestilkey.com/

Vida e morte da democracia

John Keane apresenta a primeira grande história da democracia em mais de um século. Algumas vezes surpreende o leitor, com seus questionamentos. Será que podemos realmente ter a certeza de que a democracia teve suas origens na Grécia antiga ?
Como os ideais e as instituições democráticas adquiriram os contornos e a forma que têm na atualidade ? A democracia está condenada ao desaparecimento ?

Em síntese, o texto confronta os leitores com olhar irreverente para o passado, para o presente e para o futuro dda democracia, evocando fatos e pessoas, algumas delas hoje esquecidas, e traça a evolução dessa forma de governo por todo o mundo, da Ásia à África, da Europa à América Latina.

Diz-se que a história é um rol de sofrimentos humanos, de subjugações infindáveis, um repositório de crimes. Mas esse modelo de servidão cruel foi estilhaçado há 2.600 anos, quando os povos gregos que viviam na orla sudeste da Europa inventaram algo que viriam a integrar a lista de fatos e acontecimentos de importância atemporal.

Nascida da resistência à tirania, a princípio a democracia não suscitou grande entusiasmo. Poucos viram nela algo de novo, e muitos a criticaram por trazer caos ao mundo, subvertendo a ordem instituiída. E ninguém anteviu sua universalidade.

Os gregos chamaram-na demokratia.

lifedeathportuguesebig-f6f8

Livro “Vida e morte da democracia”, de John Keane, por R$ 125,84